O princípio do verdadeiro arrependimento - Vencedor Pela Palavra

O princípio do verdadeiro arrependimento

Publicado em 5 de jan. de 2021

O princípio do verdadeiro arrependimento



O Princípio Do Verdadeiro Arrependimento

Mateus 3:5-8: "Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão; E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento."


A palavra ARREPENDER, no seu original, significa: mudar a mente para melhor — do grego metanoia. (Mateus 3:2; Atos 3:19)


João Batista veio preparar o caminho do Senhor (Mateus 3:3), pregando justamente a mensagem principal que Cristo anunciaria durante todo o Seu ministério terreno: um evangelho que nos chama ao arrependimento. (Mateus 4:17; Marcos 1:15)


Esta mensagem de arrependimento foi o que levou João Batista a ser preso e depois decapitado, tendo a cabeça exposta em cima de um prato (Mateus 14:8), "Porque Herodes, havendo prendido e atado a João, o metera no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão; pois João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la." (Mateus 14:3-4)


A pergunta que esse texto nos faz é: estamos dispostos a anunciar um evangelho que confronta o ser humano a largar os seus pecados e a se voltar para Deus; ou pregaremos mensagens que são verdadeiras massagens no ego, e que não produzem arrependimento algum? (2 Timóteo 4:3-4; Gálatas 1:10)


Talvez alguém possa perguntar: por que João Batista os chamou de "Raça de víboras"? Porque esse era um discurso dirigido a pessoas astutas, mal-intencionadas, perversas. (Mateus 12:34; Mateus 23:33)


"Dois dos mais proeminentes grupos religiosos judaicos eram os fariseus e os saduceus.


1. Os fariseus eram um grupo religioso que procurava observar todo o AT (Antigo Testamento), e, ao mesmo tempo, suas interpretações puramente humanas. Para eles, a salvação consistia na obediência à letra dessas leis e regras. A sua religião era exterior na sua forma, e sem qualquer piedade interior." (Mateus 23:25-28)


2. Os saduceus eram os liberais da época. Não criam no sobrenatural. Externamente, demonstravam obediência à lei de Deus, mas, na prática, negavam os seus ensinamentos. Tinham uma vida mundana e moralmente relaxada. Eles também perseguiam a Jesus Cristo." (Mateus 16:1-4)


Foi por este motivo que João também disse: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento." (Mateus 3:8) Em outras palavras, deixem de ser hipócritas com toda esta capa de religiosidade, e vivam de uma maneira tal que possam colher uma safra para a vida eterna. (Mateus 7:16-20; Gálatas 5:22-23)


João Batista chama os fariseus e saduceus a uma responsabilidade pessoal com Cristo, o Messias, e continua a comunicar-lhes: "E não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão." (Mateus 3:9)


O que João está dizendo é: 'Não pensem que o fato de serem descendência de Abraão é o suficiente para serem salvos. Isso não os torna privilegiados. Não adianta crerem nessa verdade na qual vocês dizem que estão firmados, se tais verdades não forem o suficiente para mudar suas atitudes. Foi o que Jesus disse em João 8:39 ao confrontá-los: “[...] Se vocês fossem filhos de Abraão, fariam as obras que Abraão fez." (João 8:39; Romanos 9:6-8)


A evidência de nossa crença é comprovada pela mudança de nossas atitudes. (Mateus 7:17-20; Tiago 2:17-18) Se somos filhos de Deus mediante Cristo, os nossos atos devem imitar as mesmas obras de nosso Mestre. (1 João 2:6; Efésios 5:1-2) É como se hoje disséssemos: 'Eu tenho a Deus por Pai, Jesus Cristo é o meu Salvador e falo em línguas; vou sempre ao templo, dou o dízimo, sou batizado e faço o bem; já sou salvo'. Coitado de nós se assim pensarmos. (Mateus 7:21-23; Tito 1:16)


Jesus disse em Mateus 7:21: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (ARA) Ou seja, podemos ensinar sobre Cristo, falar sobre Ele e até chamar pelo Seu nome; mas, se não fizermos Sua vontade, a corrida para a vida eterna se tornará em vão. (1 Coríntios 9:24-27; Tiago 1:22)


A propósito, "fazer a vontade do Pai" está relacionado com PRODUZIR e BROTAR. Foi o que João Batista disse: "Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo." (Mateus 3:10) (João 15:2,6)


Nós somos como árvores, mas, antes de a árvore produzir qualquer fruto, ela passa pelo processo de BROTAR, que é o mesmo que NASCER. Jesus, certa vez, disse para Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." (João 3:5) (2 Coríntios 5:17; Tito 3:5)


A palavra NASCER tem o seguinte significado: - na tradição judaica, de alguém que traz outros ao seu modo de vida, que converte alguém. (João 3:3; 1 Pedro 1:23)


Nesse caso, quando o Espírito Santo nos convence (João 16:8) e nos converte ao modo de vida de Cristo, então passamos a ser BROTO, que é o mesmo que filho. (Romanos 8:14-16; Gálatas 4:19) Agora veja: quem nasce, passa automaticamente a ser filho; e só dá fruto quem nasce. (João 15:4-5) Logo, o princípio do verdadeiro arrependimento é nascer de novo. (João 3:3-7)